Afirmações checadas
Na ordem em que foram ditas. As afirmações foram listadas antes de qualquer verificação, numa leitura única da transcrição, com o mesmo critério para os dois (D-036). A extração e a verificação foram feitas por agentes de IA (Claude, da Anthropic), com fontes salvas e conferidas por programa, e as decisões de selo foram revistas pelo responsável pelo projeto. Opiniões, promessas e previsões não são checadas.
Perguntas e respostas
Cada pergunta que um candidato fez ao outro nos blocos de confronto direto, com o trecho literal da resposta e se o perguntado tratou do que foi perguntado. A classificação não diz se a resposta é verdadeira; isso está na checagem acima. Classificação feita por um agente de IA (Claude, da Anthropic), com critério fixado antes da leitura e igual para os dois, e revisada pelo responsável pelo projeto (D-039). As perguntas dos mediadores estão no CSV, fora da página.
Respondeu: deu o que foi perguntado ou negou o fato, mesmo depois de desviar. Não respondeu: resposta genérica, ataque ou mudança de assunto. Os números dependem de quantas perguntas cada um recebeu do adversário e do formato de cada bloco. Provocações pessoais sem conteúdo político ("você acha que já ganhou?", "você conhece o Lulinha?") ficam fora, para os dois (D-041). Toque num número para ver as perguntas.
Análise retórica
Como cada candidato argumentou, com o catálogo das 38 estratégias de A Arte de Ter Razão, de Schopenhauer, ligadas às falácias de hoje. Avalia a forma, não quem tem razão: uma tese verdadeira pode ser defendida com manobras, e uma falsa, com argumentos diretos. Toda manobra tem o trecho literal da transcrição. Feita por agentes de IA, com revisão de um segundo agente (D-042).
Versão preliminar. A revisão por um segundo agente, prevista no método, está em andamento; os números e a lista podem mudar quando ela terminar.
Como esta análise é feita
De onde vem. O método é o de A Arte de Ter Razão (Dialética Erística), que o filósofo alemão Arthur Schopenhauer escreveu por volta de 1830. O livro descreve, com ironia, 38 truques para vencer uma discussão mesmo sem ter razão: mudar de assunto, atacar a pessoa, exagerar o que o outro disse, falar para a plateia. Cada truque corresponde a uma falácia que hoje tem nome próprio, como whataboutism ou ad hominem. O catálogo completo das 38 estratégias, com exemplos de quando um argumento parece manobra mas não é, está publicado.
As seis famílias.
- Desvio: mudar de assunto, fugir da pergunta, responder com generalidades.
- Pressão sobre a pessoa: ataque pessoal, provocação, desqualificar o outro em vez do argumento.
- Distorção da tese: exagerar ou deformar o que o outro disse, usar rótulos que já carregam um julgamento.
- Falsa refutação: responder com "e você?", rebater a prova como se isso derrubasse a tese.
- Apelo externo: frase de efeito para a plateia, apelo a autoridade ou ao senso comum no lugar do argumento.
- Controle das concessões: perguntas encadeadas ou carregadas para levar o outro a admitir algo.
Como foi feito. A análise foi feita por agentes de inteligência artificial (o modelo Claude, da Anthropic), seguindo regras escritas antes da leitura. Um agente leu a transcrição inteira, fala por fala, e comparou cada uma com o catálogo. Toda manobra apontada tem o trecho literal, conferido por um programa contra a transcrição, e uma frase que descreve o efeito do trecho, sem afirmar intenção. Um segundo agente, rodando separado, revisou tudo procurando falsos positivos e manobras que faltaram, com a mesma atenção aos dois: confirmou 29 das 30 manobras de confiança alta, rebaixou 1, promoveu 1, descartou 6 que batiam com os falsos positivos do catálogo e acrescentou 9 que faltavam (as decisões estão em revisao.csv).
Confiança. Alta: o trecho corresponde claramente à estratégia e não há leitura legítima plausível. Média: a correspondência é forte, mas existe outra leitura razoável (por exemplo, uma acusação que pode ser só a afirmação de um fato). A lista abaixo mostra as de confiança alta; as outras estão no CSV, com a leitura alternativa de cada uma.
O que não é. A análise julga a forma, não o conteúdo: não diz quem tem razão, se uma afirmação é verdadeira (isso está na aba de checagem) nem quem venceu o debate.
Os números descrevem o comportamento argumentativo nesta transcrição e dependem de quanto cada um falou e do formato de cada bloco. Não são nota de caráter nem resultado do debate. A página mostra as manobras de confiança alta; as de confiança média e baixa estão no CSV.
Manobras por família (confiança alta e média)
Estratégias mais usadas
As manobras, uma a uma
Argumentação direta
Momentos em que cada um respondeu à pergunta, trouxe dado verificável ou reconheceu um ponto do outro.
Como ler os selos
Os dados oficiais confirmam a afirmação no que ela diz, inclusive a ordem de grandeza e o período.
O núcleo tem base, mas falta contexto que muda a leitura: período escolhido a dedo, valor sem inflação, mérito de quem não decidiu, comparação sem a mesma régua.
Os dados oficiais contradizem a afirmação, ou o fato não aconteceu.
Não há dado oficial que permita concluir: o fato só aparece na imprensa, depende de inquérito sob sigilo ou de fonte fora do ar. Não é selo; o cartão diz o que falta.
O selo se apoia em fontes oficiais e instituições independentes (níveis 1 e 2), de preferência nas séries já publicadas neste site. Checagens de agências e veículos aparecem como referência, com o selo que deram; quando o selo daqui é diferente, a observação diz por quê. Afirmações sem dado oficial suficiente para concluir não ganham selo: aparecem no filtro "Sem dados suficientes", com o que se sabe e o que falta, e nas notas. Método completo na D-036 a D-043.
Uso de inteligência artificial. As três abas foram produzidas por agentes de IA (o modelo Claude, da Anthropic) seguindo regras escritas e publicadas antes de cada etapa. Os agentes leram a transcrição, buscaram as fontes oficiais, salvaram o texto de cada uma e conferiram por programa que os números e as citações estão nelas. Cada mudança de selo ficou registrada com o motivo. Agentes de IA erram; por isso cada cartão traz as fontes, para que qualquer pessoa confira.